terça-feira, 31 de julho de 2007

Comentários sobre "Yaohushua"

Shalom !!!

Gostaria de postar aqui, alguns comentários feitos pelo rabino judeu nazareno Sha'ul BenTsion sobre o meu artigo a respeito dos Seguidores de Yaohushua, escrito há alguns dias atrás. O meu texto vai estar em preto itálico e o do rabino vai estar em azul itálico e negrito, e o texto do site da seita estará em cinza itálico.

Afirmam que essa seria a pronúncia verdadeira do hebraico que eles chamam de "arcaico", afirmando também que o hebraico que conhecemos hoje é corrompido e não reflete mais a santidade do idioma dos patriarcas.

Esse é o mesmo problema dos neo-essênios que afirmam que "a Torá foi corrompida". Quando se faz uma afirmação dessas sem uma alternativa histórica (exemplo: afirmamos que o texto massorético foi alterado, mas temos a LXX como prova textual, etc.), então a "verdadeira Torá" acaba sendo o que quer que eles desejem.

Qamets - O massorético "qamets" pode representar a vogal "A" longa, ou a vogal "A" curta, não havendo diferença no sinal massorético entre os dois casos. Somente pelo conhecimento da etimologia da palavra somos capazes de saber se estamos diante de um "Qamets Gadol" (qamets longo) ou de um "Qamets Qaton" (qamets curto). No caso da vogal "A" curta, o "Qamets Qaton", o som realmente pronunciado não é de "A", mas sim, de uma sonoridade entre o "A" e o "O", mais fácil de pronunciarmos se usarmos o ditongo decrescente "AO". O "Qamets Qaton" é a primeira vogal usada tanto no Nome do Criador, YAOHUH (IÁORRU), como no Nome do Messias, YAOHUSHUA (IAORRÚSHUA)

Já começam enganando aos incautos !!! O sinal massorético "qâmatz gadol" ( ָ ) , representa uma vogal longa quando tem som de "a" (no máximo, um som entre o "a" e o "ó"), e tem a pronúncia mais correta como um "a" com formato de "o", mas geralmente é utilizada apenas como "a" mesmo.

Como você mesmo falou, isso é uma asneira da grossa. Me entristece quando os supostos teólogos (sim, porque chamar um pessoal desse de teólogo é um insulto a quem estudou) se metem a querer falar de linguas. Vira e mexe sai asneira, como essa.

Em primeiro lugar, uma vogal longa é uma coisa, um ditongo é outra completamente diferente. Do ponto de vista fonético, o som que eles sugerem (algo como o "o" na palavra "rock" no inglês americano - um intermediário entre "a" e "o") é o fonema /a/. O fonema longo seria /a:/, e não /au/ (que é o fonema que eles sugerem).

Em segundo lugar, é IMPOSSíVEL que no hebraico original o som que hoje é representado pelo kamats fosse um ditongo - ou mesmo uma vogal longa. Por que? Porque é um som muito utilizado - a coisa mais comum é que em um discurso diário, as vogais mais utilizadas sejam curtas. Para comparar, imagine se o nosso "a" fosse um "ao". Tente dizer "Raofaoel baoteu o caorro nao áorvore." É impraticável do ponte de vista linguístico. A língua ficaria absurdamente carregada.

Portanto a pronúncia "ao" é inexistente no hebraico seja com qamatz gadol ou com qamatz qatan. Quanto a ter alguma vogal no Nome do Eterno, é uma das maiores mentiras que eles já contaram, pois como já foi dito, não haviam vogais no hebraico até o século VIII e depois, quando o hebraico foi restaurado novamente, cairam novamente no desuso. Tanto que em Israel hoje não se usam mais os sinais massoréticos. Então como eles podem afirmar que o sinal massorético embaixo da primeira letra do Nome do Eterno é um qamatz qatan ? Ou mesmo do nome de Yeshua ? Apenas mentiras, meus caros leitores....

Exatamente. Sem falar no fato de que o texto massorético possui diversas supostas vocalizações para o Nome de YHWH. Por que? Porque em pontos diferentes tinha-se o hábito de substituir o nome do Eterno por diferentes títulos. Temos então o uso das nekudot de "Adonai", "Elohim", "Eloah", etc.

O fato de que as vogais massoréticas não correspondem à forma de pronúncia do Nome de YHWH é fato admitido abertamente no Judaismo.

O engraçado é que no rodapé da página, eles afirmam que as vogais não existiam no texto original. Se contradizem a toda hora !!! Vejam:

IMPORTANTE: Quando falamos sobre sinais massoréticos, esclarecemos que são sinais ADICIONADOS à escrita hebraica, e que não faziam parte do hebraico original. Assim, no caso do Vav Shúreq, somente o ponto na linha média é, de fato, um sinal massorético. O VAV que aparece com o ponto em sua linha média, existiria do mesmo jeito numa escrita onde os sinais massoréticos estivessem ausentes.

Ou seja, eles admitem que, quando é conveniente à teologia deles, os sinais massoréticos são "usados" (coloco entre aspas porque são distorcidos). Quando não é conveniente, eles deixam os sinais de lado?!?!?!

E quando foram indagados sobre provas históricas e arqueológicas, eles dizem que essas provas simplesmente não existem e que isso é por causa da vontade de "Yaohu"

Isso é que nem as placas de ouro dos mórmons que foram convenientemente "removidas da terra" pelo anjo. Se tivessem permanecido, todos creriam. Acaso na Bíblia somos recomendados a uma fé cega?

Sem comentários...

Sha'ul

Fonte: Fórum Torah Viva

Um comentário:

USIQ disse...

Prezados leitores.
Lendo o comentário, chamou-me a atenção, sobre a substituição do Nome do Eterno. Esse hábito foi e tem sido realmente saudável do ponto de vista do Creador?
Esses títulos são de boa Fama, e são adequados para se referir ao Eterno Creador?
Esses títulos também não são usados para ídolos?
Podemos nos dirigir ao Eterno por qualquer nome ou título, mesmo sabendo que não vem de boa procedência?
Gostaria de ter uma explicação, não do nosso ponto de vista, mas do ponto de vista do Altíssimo para sabermos se realmente Ele está se Agradando desse nosso´hábito.
usiq.jennecy@gmail.com